E se a gente dissesse que é possível alimentar o mundo inteiro de forma sustentável e saudável, ao mesmo tempo promovendo sistemas produtivos melhores para os agricultores, o clima e as comunidades?

Nosso programa de transição rural apoia produtores que atualmente trabalham com qualquer tipo de pecuária e desejam migrar para a produção de alimentos vegetais em modelo agroflorestal das seguintes maneiras:

Ilustração da Terra com um sol, um broto de planta no topo e um grande termômetro mostrando alta temperatura, simbolizando o aquecimento global e as mudanças climáticas.

Combatemos as mudanças climáticas e o desmatamento

Quase 60% do total de gases de efeito estufa emitidos no Brasil provêm da pecuária e mais de 90% do desmatamento da Amazônia é para abertura de pastagens para gado. Isso faz com que a criação de animais no Brasil seja uma atividade insustentável.

A transição para a produção vegetal, especialmente em sistemas agroflorestais, tem um impacto ambiental significativamente menor e ainda permite regenerar áreas degradadas, fortalecendo a resiliência do meio ambiente.

Ilustração de três figuras humanas coloridas e sem rosto dentro de um coração rosa, simbolizando comunidade, cuidado ou apoio.

Promovemos uma transição justa e aumento de renda

Muitos produtores de animais têm contratos com limitado poder de negociação com as chamadas integradoras, e uma remuneração que frequentemente não cobre seus custos de produção. Os sistemas agroflorestais proporcionam aos produtores menor vulnerabilidade às oscilações do mercado e aos preços das commodities, graças à diversificação da produção e à oportunidade de alcançar mercados diferenciados com preços mais justos.

Há estudos que mostram que a produção de vegetais em sistemas agroflorestais tem potencial para gerar renda superior a sistemas de produção animal. Essa maior rentabilidade advém da diversificação de espécies produzidas, que proporcionam retornos econômicos distribuídos ao longo do ano em uma área significativamente menor.

Uma tigela cheia de uma mistura amarela e uma colher, com ingredientes verdes e laranja sendo adicionados por cima.

Contribuímos para a diversidade alimentar

Ao adotarem os sistemas agroflorestais, as famílias produtoras diversificam sua oferta de produtos para o mercado e, simultaneamente, melhoram significativamente sua alimentação com o consumo direto de frutas e legumes cultivados em seus próprios sistemas. Essa autonomia alimentar contribui para uma melhor qualidade de vida e maior soberania alimentar.

Uma pessoa segura um livreto intitulado Semeando o Amanhã, com uma imagem de capa de agricultores e uma mulher plantando mudas em um campo. O logotipo da ProVeg aparece na parte inferior.

Guia prático de transição para produtores e técnicos

O guia “Semeando o Amanhã” reúne orientações práticas para apoiar a transição da pecuária para sistemas agroflorestais vegetais, trazendo dados, estudos de caso, dúvidas comuns e um passo a passo que facilita o planejamento dessa mudança de forma gradual e adaptada à realidade de cada propriedade, destacando seu potencial de aumentar a renda, diversificar a produção e gerar benefícios ambientais e sociais.

Pesquisa mostra potencial de aumento de renda com a transição

A transição da pecuária para sistemas agroflorestais revela um caminho poderoso para unir renda, clima e alimentação saudável. O relatório “Aumentando Renda, Respeitando o Planeta, Nutrindo Pessoas”, lançado durante a COP30, apresenta evidências inéditas que mostram como essa mudança em média dobra a renda do produtor, transforma territórios e contribui para as metas de mitigação climática no Brasil.

Uma pessoa segurando um tablet exibe a capa de uma revista com um homem idoso usando um chapéu de palha, com o título em português sobre práticas agrícolas sustentáveis da ProVeg, voltada para agricultores.

Conheça nosso piloto em Ortigueira, no Paraná (PR) 

O piloto do Projeto Cultiva nasce a partir da trajetória do Seu José, agricultor familiar que, ao longo dos anos, buscou alternativas para manter a sustentabilidade econômica da sua propriedade. Após experiências com a avicultura e, posteriormente, com a pecuária leiteira e de corte — marcadas por altos custos e instabilidade —, em 2025, a família iniciou a transição para um sistema agroflorestal, com apoio da ProVeg Brasil, vendendo o rebanho gradualmente e reinvestindo na nova produção, que envolve hortaliças, frutas, tubérculos, café sombreado, erva-mate e reflorestamento por meio de árvores nativas.

Um homem mais velho e uma mulher mais jovem, ambos agricultores vestidos com roupas casuais, estão em um caminho na floresta e olham para a câmera enquanto a luz do sol passa pelas árvores ao fundo.